Política

Roller rebate Marconi: “Quem perseguiu o PSDB foi o eleitor, que não aceita mais essas práticas”

Secretário de Governo diz que tucano é “uma figura que ficou nas páginas da história”, e que derrocada reflete ações obscuras por ele praticadas

Um ex-governante de visão turva, incapaz de assumir os próprios erros. Foi assim que o secretário de Governo Ernesto Roller definiu Marconi Perillo (PSDB) na tarde deste sábado (05/12), em entrevista à Rádio Sagres. O auxiliar do governador Ronaldo Caiado (DEM) rechaçou a acusação de que a atual gestão persegue os antecessores, e disse que isso é discurso para ganhar holofotes. “Quem perseguiu o PSDB, na verdade, foi o eleitor, que não aceita mais as práticas realizadas no governo desse cidadão.”

“Há uma rejeição por parte da população, que deixou claro: Nós não queremos vocês”, continuou. Roller analisou que Marconi viveu, durante muito tempo, em uma bolha de poder que o impediu de enxergar o óbvio. “A derrocada do PSDB vem das ações praticadas por ele, que chegaram a levá-lo à prisão”, disse, em referência à Operação Cash Delivery da Polícia Federal, realizada em 2018. Na ocasião, o ex-governador foi preso sob suspeita de receber propina em campanhas eleitorais. Ele havia acabado de ser derrotado nas urnas daquele ano, quando disputou o Senado.

Roller disse que as práticas obscuras de Marconi à frente do Estado reverberam até hoje, basta olhar o resultado das urnas em 2020. “O PSDB em Goiás é um partido que tem como grande líder o ex-governador, rejeitado pela população pelos seus erros durante todos esses anos. Esse desgaste tende a sempre estar presente na cabeça do eleitor.”

O secretário de Governo opinou que Marconi é “uma figura que ficou nas páginas da história”, e que Goiás agora vive um novo momento. A mesma tendência de queda dos tucanos, projetou, deve ocorrer nas próximas eleições. “O destino do PSDB em 2022 não será diferente. Cada vez mais, uma redução da sua presença na vida pública no Estado de Goiás.”

Questionado sobre estabelecer uma comparação entre os governos de Marconi e Caiado, Roller afirmou se tratar de uma tentativa infeliz e absurda. Ele argumentou que são momentos economicamente distintos, o que reflete nas ações do Estado. De um lado, “um governo com má gestão do dinheiro público e corrupção”. Do outro, “um que vive reflexos do endividamento”, mas que, mesmo assim, “é transparente, realizador e cumpre suas obrigações, apesar das dificuldades”.

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