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“Serviço de entrega” de drogas por meio de drones na CPP custava R$ 50 mil por viagem

Ação era requisitada e custeada por detentos, pertencentes à facção criminosa. Grupo possui relevante poder econômico

Suely Carvalho

A Delegacia de Repressão às Atividades Criminosas Organizadas (Draco), com o apoio da Polícia Penal do Estado de Goiás, deflagrou na última quarta-feira, 1º,  a Operação V.A.N.T (Veículo Aéreo Não Tripulado) em cumprimento a 18 mandados de prisão temporária e 25 mandados de busca e apreensão em onze celas da Casa de Prisão Provisória (CPP), uma do Núcleo de Custódia do Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia e também nos municípios de Goiânia, Trindade, Goianira, Bela Vista de Goiás, Senador Canedo, Morrinhos, Anicuns e Joviânia.

De acordo com a investigação um grupo criminoso especializado no ingresso de materiais ilícitos e entorpecentes,  como aparelhos celulares, chips e carregadores, atuam dentro da Casa de Prisão Provisória, no Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia, mediante a utilização de drones.

O inquérito policial aponta que no ano de 2021 foram constatados 85 registros relativos à atividade de drones nas imediações do presídio de Aparecida de Goiânia, em contraposição a apenas sete ocorrências no ano de 2020. O “serviço de entrega” de drogas e celulares por meio de drones é requisitado e custeado por detentos, pertencentes à facção criminosa, que já foram individualizados no procedimento investigativo.

“ A investigação começou há cerca de 6 meses. Identificamos cerca de 30 pessoas que desempenhavam funções muito bem delimitadas, entre eles piloto de drones, instrutores de pilotos, motoristas, pessoas que alugavam carros e casas para levar e armazenar os objetos ilícitos, sobretudo aparelhos celulares, que são a principal arma do preso que está em regime fechado, porque por meio dele eles determinam a prática de outros crimes do lado de fora”, explicou a delegada Débora Melo da Polícia Civil.

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