Cultura

SEXTOU!

Confira seu rolê do fim de semana

A agenda cultural desta semana está bem-humorada. Os tradicionais shows em bares e casas noturnas goianas, como a apresentação da banda Yas & The High Groove, podem até agitar sua noite de sexta, mas o que está em alta no fim de semana é a peça de humor Quarta-feira, sem falta, lá em casa, com as atrizes renomadas Nicette Bruno e Suely Franco, que prometem tirar boas risadas do público. Orquestra Sinfônica de Goiânia e Viola Caipira finalizam o domingo com um espetáculo gratuito. 

 

28/02/20 – SEXTA-FEIRA

Foto: HUGO REZENDE/DIVULGAÇÃO

Show de Yas & The High Groove 

A banda Yas & The High Groove é a atração desta sexta-feira, 28, às 23 horas no Lowbrow Lab Arte & Boteco. O trio apresenta um repertório cheio de soul, funk, reggae, jazz e blues. A entrada terá o valor de R$ 15 até às 21 horas. Após esse horário, os ingressos passam a valer R$ 20. Serviço: Sexta-feira, 28 de fevereiro, às 23 horas, no Lowbrow Lab Arte & Boteco. Ingresso: R$ 15,00 até às 21 horas. R$ 20,00 após esse horário. Informações: (62) 3991-6175.

Yuri Marçal em: Acendam as Luzes

Serviço: Sexta-feira, 28 de fevereiro, às 20 horas, na Pontifícia Universidade Católica de Goiás, Campus V. Ingresso: De R$ 33,00 a R$ 88,00. Informações: (62) 3946-3036. 

João Garoto e Xexéu tocam bolero e samba-canção 

Serviço: Sexta-feira, 28 de fevereiro, às 20 horas, no Quintal do Jajá. Ingresso: R$ 10. Informações: (62) 98169-7100.

 

29/02/20 – SÁBADO

Foto: Divulgação

Nicette Bruno e Suely Franco se encontram na comédia Quarta-feira, sem falta, lá em casa

O espetáculo Quarta-feira, sem falta, lá em casa volta a Goiânia com as atrizes Nicette Bruno e Suely Franco para apresentações no sábado, 29, às 21 horas e domingo, 1°, às 19h, no Teatro da PUC. A montagem conta com novidade no elenco: Nicette Bruno entra no lugar de Eva Wilma, interpretando Alcina, e divide o palco com Suely Franco que atua como Laura. O espetáculo é dirigido por Alexandre Reinecke e tem realização da Chaim Entretenimento.

A comédia é conduzida por um diálogo entre Alcina (Nicette Bruno) e Laura (Suely Franco), que se reúnem todas às quartas-feiras para jogar conversa fora e tomar um chá. No texto, são levantados argumentos como questões relacionadas à terceira idade e as dificuldades em lidar com as gerações mais novas. No meio desse encontro, as amigas percebem que, mesmo com uma amizade de 40 anos, elas não sabem tanto assim uma da outra. A partir daí vem à tona um clima que oscila entre o tenso e o descontraído, permeado por segredos e lembranças.

Em entrevista ao jornal Diário de Aparecida, a atriz Suely Franco contou um pouco sobre a peça:

Fale um pouco sobre o espetáculo Quarta-feira, sem falta, lá em casa. Como foi o processo de ensaios e construção de cena? 

O trabalho para mim é sempre igual, não sei como é para os outros. A gente lê e entende o texto e em qualquer modificação o diretor fala e a gente muda. O espetáculo vai ter tudo, vai ter comédia, tem drama, tem susto. A história é de duas mulheres que tem uma amizade de 40 anos e se encontram toda quarta-feira, mas numa determinada quarta elas descobrem que não sabem tudo uma sobre a outra. E aí conversam sobre filho, sobre neto, coisas que todo mundo se identifica, tanto como os jovens como gente mais velha. Como já fiz o espetáculo e a Nicette também, então a gente vê a reação do público. Quando o público escuta uma coisa que a gente diz sobre família, a gente cutuca uma a outra e diz: ‘Tá vendo, olha aí’.   

A peça é uma montagem para todas as idades assistirem?

A peça é para todas as idades, todos entendem tudo. Por que não é uma coisa só para pessoas mais velhas, ainda mais as pessoas de idade que fazem de tudo. Então está tudo ali, é para gente jovem também. 

O público pode esperar muitas risadas do diálogo entre Alcina e Laura?

A gente, pelo menos, tem tido muitos aplausos sempre. E essa peça ela é muito antiga. E a peça continua tão atual. Quem não sabe disso acha que a peça foi escrita ontem. Aí é que está a beleza do espetáculo, ele não caduca. 

Como é contracenar com Nicette Bruno?

Já trabalhamos muito junto. Fizemos uma peça que levou três anos, que foi sobre a vida das irmãs Batista, que nós duas ganhamos prêmios de melhor atriz. Eu conheço a Nicette há muitos anos, eu ia na casa dela quando eu morava em São Paulo em 1960, por aí. Eu conheci a garotada toda pequena, então a gente se conhecem muito, temos uma ligação muito boa. 

Como foi o início da sua trajetória? O que te levou ao teatro e o que te fez continuar fazendo teatro?

Eu nunca soube de outra coisa na minha vida. No meu tempo a gente fazia teatro na escola e na igreja, comecei a estudar piano cedo e no final de ano tinha recital. Então sempre estive muito habituada a lidar com público.

Quais pontos positivos e negativos de se fazer teatro no Brasil?

Primeiro a educação está uma porcaria. No tempo da minha mãe em que ela estudava em escola pública, quem dava aula para ela era Cecília Meireles e Villa Lobos. Hoje em dia as pessoas não estão preparadas para serem professores, porque não tem educação para dar e ensinar, está uma porcaria tudo. Então não tem essa coisa de dar conhecimento, esse pessoal novo num sabe nem quem que Shakespeare. A parte de literatura foi toda jogada fora e o teatro depende disso. Hoje uma peça para fazer sucesso como se fazia antigamente com bom conteúdo, hoje é standup falando palavrão, isso é que lota teatro. Então tudo é uma questão de educação, mudou muito, está sem educação a final. 

Serviço: Sábado, 29 de fevereiro e domingo 01 de março, no Sáb às 21h e Dom às 19h, no Teatro Pontifícia Universidade Católica de Goiás, Campus V. Ingresso: A partir de R$ 30. Informações: (62) 4141-2270.

 

01/03/20 – DOMINGO

Foto: Divulgação

Espetáculo Jaime Alem Viola Caipira e Orquestra

A Orquestra Sinfônica de Goiânia apresenta ao público da capital um concerto especial e inusitado na programação de sua temporada: Jaime Alem– Viola Caipira e Orquestra. O espetáculo que acontece neste domingo, 01, às 11h no Teatro Goiânia, tem como protagonista principal a viola caipira executada pelo violonista, compositor, arranjador e maestro Jaime Alem, como também a participação da cantora Nair Cândia.

Serviço: Domingo, 01 de março, às 11 horas, no Teatro Goiânia. Ingresso: Entrada gratuita. Informações: 3524-2860.

 

Angelica Oliveira

cultura.jornaldap@gmail.com

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