Sexta, 07 de Maio de 2021
07 de Maio de 2021
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Sobrecarga e curto-circuito na rede elétrica causam mais de 50% dos incêndios domésticos

Em 2020, foram registradas no País 583 ocorrências desse tipo, com 26 mortes. Desse total, 309 ocorreram em casas e apartamentos, resultando em 23 óbitos

Mais de 50% dos incêndios ocorridos em casas ou apartamentos no ano passado resultaram de sobrecarga no sistema elétrico. Segundo a Associação Brasileira de Conscientização dos Perigos da Eletricidade (Abracopel), em 2020, foram registrados no País 583 incêndios por sobrecarga, com 26 mortes. Desse total, 309 incêndios ocorreram em casas e apartamentos, resultando em 23 mortes.
O diretor-executivo da Abracopel, Edson Martinho, disse ontem, 3, à Agência Brasil que uma das ações para reduzir o número de incêndios é efetuar uma revisão completa das instalações elétricas, porque a maioria dos incêndios é gerada por sobrecarga e curto-circuito. “A sobrecarga nada mais é do que colocar mais carga no circuito, ou seja, mais equipamentos em uma tomada do que ela suporta.”
Martinho explicou que, por uma regra geral, haveria dispositivos, como disjuntor e fusível, que teriam a função de controle. “Quando se ultrapassa essa carga, eles desligam. Mas, por algum motivo, isso é modificado, e esse dispositivo é alterado, não atua, e começa a aumentar a carga que resulta em aquecimento dos fios. E, aquecendo os fios, se aquece o ambiente e provoca-se incêndio, dependendo do que tiver por perto, como cortinas, que propagam as chamas e causam incêndios até de grandes proporções.” Martinho citou os casos do Museu Nacional e do Ninho do Urubu, do Clube do Flamengo, ambos no Rio de Janeiro.

Falta de atenção
De acordo com Martinho, normalmente, o curto-circuito começa com a sobrecarga e é resultado da perda de isolamento dos fios. Com a temperatura muito elevada, o incêndio é muito mais rápido.
Ele destacou que muitos incêndios em casas e apartamentos ocorrem porque os moradores saem da residência e costumam deixar equipamentos ligados, por falta de atenção ou de cuidado. Agora, com a pandemia do novo coronavírus, as pessoas estão mais em casa e não desligam os aparelhos, sem perceberem que estão ligados há muito tempo.
Martinho recomenda, tanto para residências quanto para empresas de qualquer porte, a contratação de um profissional habilitado e atualizado para fazer uma verificação completa das instalações elétricas, que devem estar adequadas às exigências da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). Tais normas vão definir exatamente os dispositivos necessários para uma proteção adequada. “Esta é a regra principal para uma instalação segura.”

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